BLOG DO TI PAULO
Domingo, Janeiro 11, 2009
  Serra do Caldeirão I
O Inverno algarvio proporciona, por vezes, uns dias cheios de Sol. Nestes momentos todas as paisagens surgem mais luminosas, as cores ficam vibrantes, aconchegadas por um lindo tecto azul celeste. Este é o momento ideal para procurar miradouros, pois as panorâmicas são simplesmente divinas.
Um dos sítios ideais, entre muitos, será uma linda aldeia, em pleno coração do Algarve. Ao seguirmos a E.N. 525 a partir de Loulé, vamos ao encontro de Salir, encaixada no alto de um monte, brilhando como um diamante, devido à brancura dos seus casarios. É uma aldeia cheia de beleza e riqueza histórica.
A origem desta povoação perde-se nos tempos, julga-se ter sido habitada pelos Celtas, entre outros povos. As escavações arqueológicas feitas nas ruínas do Castelo, provam que foi habitada pelos Árabes, tendo o Castelo sido construído durante o período da ocupação Almóada, no Século XII.
Salir é referenciado no "Portugaliae Monumenta Historica" como local onde D. Paio Peres Correia aguardou a chegada de D. Afonso III, para juntos empreenderem a conquista do que ainda na província restava em poder dos mouros.
Salir, tornou-se depois no tempo de D. Afonso III, uma praça forte conferindo ao Castelo de "Selir" (designação Árabe) um papel privilegiado na conquista definitiva do Algarve.
O Castelo, ao que se supõe, foi incendiado e reconstruído por duas vezes, restando hoje, apenas, ruínas das suas muralhas.
No censo de Pina Manique de 1798, consta a Freguesia de São Sebastião de Salir, detentora de 408 fogos, no Concelho de Loulé e comarca de Tavira.
Além de todas as belezas da localidade, Salir tem também outra magia. A sua situção geográfica dá-lhe uma importante característica, ou seja, é um autêntico portal de entrada para a serra.
O início deste percurso começa ao lado do Quartel dos Bombeiros, seguindo para o interior da aldeia. Depois de passar pelas ruas, até ao largo da Igreja, dá-se início a uma curta descida. Esta leva-nos até à E.N 124, depois de a cruzar entramos numa pequena estrada com um piso muito bom e quase sem trânsito. Esta estrada estreita vai subindo lentamente na direcção da Serra do Caldeirão.
A paisagem começa a mudar, onde os pequenos montes transformam-se em inclinadas colinas. Em que os terrenos cultivados passam a estar cheios de uma vegetação densa e rasteira. Os verdes multiplicam-se, os sons mais mundanos e humanos vão desaparencendo. Entramos noutra dimensão. Um silêncio natural começa a envolver-nos. Apesar da subida ir inclinando progressivamente, o sentimento geral é de paz e comunhão com a Mãe Natureza.
No final da subida, damos com uma bifurcação. A opção será seguir pela direita, em direcção à Portela do Barranco. Mas, antes devemos apreciar a primeira panorâmica a norte. As vistas são sublimes e vastas, impossíveis de captar a sua magnitude numa simples foto.
A partir daqui a estrada inicia uma linda descida pela encosta abaixo. Seguindo pela umbria (zona à sombra) do monte, a temperatura desce bastante, potenciada pela velocidade.
Depois da descida, a estrada segue paralela a um ribeiro de águas transparentes, que vão rasgando o leito, entre pedras, rochas e uma vegetação de um verde intenso.
Apesar da estrada seguir o curso de água por mais alguns quilómetros, temos que voltar a subir, por uma nova estradinha à esquerda.
Esta subida prenda-nos com um brinde. Logo no seu início surge o aviso, uma placa informando-nos que a estrada tem inclinações na ordem dos 10%. Nada de grave, pois a paisagem circundante é suficientemente deslumbrante para nos enterter até ao seu final.
Conforme vamos subindo melhor vão ficando as vistas. A serra começa a mostrar o seu lado mais belo. As montanhas não são muito altas, mas parecem estar embrulhadas de um denso veludo verde.
No final desta subida encontramos um pequeno aglomerado de casas, chegamos à Portela do Barranco. Este sítio não se destaca por ser uma bela aldeia, pois são muito poucas as casas. Mas tem a virtude de nos oferecer uma linda paisagem, bem do alto. Somando a este aspecto, existe ainda a mais valia de uma das casas ser um café. Trata-se do local ideal para uma paragem para disfrutar de uma bela sandes de presunto e uma fresca bebida.
A Portela do Barranco tem mais um segredo. Uma das especiais do famoso Rally de Portugal passa mesmo pelo meio do casario. A poente surge esse troço, que vem serpenteando pelas colinas abaixo. Trata-se de um caminho largo, de piso duro junto com algum xisto.
Este passa a ser o nosso "caminho", que ao sair da localidade vai subindo ligeiramente.
Concluída esta subida entramos num "camarote" com direito a contemplação de uma vasta paisagem serrana. Num silêncio natural o caminho vai sepenteando nas costas dos montes, intercalando as paisagens, com majestosos sobreiros. Que mais parecem os reis deste domínio.
No cimo de um monte surge uma pequena localidade, a aldeia de Alganduro. O enquadramento no meio natural da serra é quase perfeito. Se fosse possível eliminar os postes e antenas seria um autêntico postal ilustrado.
A partir do Alganduro voltamos a entrar numa estrada. Este regresso às vias mais modernas dá-nos conta do verdadeiro valor por onde já tínhamos andado. É uma estrada de bom piso, bem marcada, com "rails" de protecção e tudo. Mas, as vistas panorâmicas ficaram para trás. Apesar da serra continuar mostrar-se, o facto é que a paisagem é bem mais monótona.
Pouco depois somos salvos por um entroncamento. Pela esquerda continua a estrada. À direita volta a terra. Que bom! É o regresso às subidas e descidas pelos montes a cima. Voltam as paisagens. Voltam os reis e senhores da serra, os Sobreiros. Grandes e imponentes, mas poucos, muito poucos...
O regresso à estrada representa a chegada a um dos pontos mais altos da Serra do Caldeirão, o Malhão. No alto dos seus 500 e tal metros de altitude surge um antigo moinho que foi todo restaurado. Hoje faz parte do Centro Budista Tibetano Humkara Dzong. Apesar da altitude e paisagem não ter nada a ver com o Tibete e os Himalaias, não deixa de ser curioso de contemplar na paisagem muitas bandeiras coloridas e de oração, bem como uma "stupa". Isto neste ponto mágico da serra.
Outra característica muito positiva é a presença de alguns cafés. Locais simples e humildes, mas com gentes simpáticas. Além disso, é sempre bom poder comer e beber mais alguma coisa.
A própria aldeia do Malhão merece uma curta incursão. Pois, no meio do casario sempre encontramos construções com técnicas bastante tradicionais, em que o material principal é o xisto.
Para regressar a Salir, seguimos sempre por estrada. A descida do Malhão é espetacular. É um verdadeiro teste aos travões e à nossa capacidade de curvar com velocidade. Facilmente as velocidades passam dos 60 km/h.
O regresso vai nos levando de novo para os terrenos mais baixos, cultivados. Volta a surgir mais a presença do Homem.
Para aqueles que gostariam de fazer este perscurso, fica aqui o mapa, características. Ao clicarem poderão descarregar o track.
Boas viagens a todos os amantes da Natureza!




GPSies - Salir Portela Malhão
 
Terça-feira, Fevereiro 12, 2008
  Uma visita a Silves
Esta visita à zona de Silves surge de uma forma para reforçar o artigo anterior, bem como para aumentar a minha experiência na utilização e navegação com o GPS.

Para poder descrever com algum rigor esta experiência terei de começar pela fase preparatória.

O primeiro passo começou com uma pesquisa no site http://www.gpsies.com/home.do. Neste site é possível encontrar muitos percursos no Mundo inteiro. Mas também, tem uma enorme colecção de percursos em Portugal (são mais de 600!). A variedade destes é igualmente enorme, tanto em qualidade, como em interesse.

A minha procura centrou-se num conjunto de percursos a meio do Algarve, por ser perto donde moro. Outros factores que me levaram a escolher este percurso tiveram em conta além de ser um trilho numa zona relativamente perto, mas que também não conheço bem. Aliás, neste bocado da serra algarvia não tenho grandes referências de trilhos. Por isso, representava para mim o teste ideal para verificar as potêncialidades do GPS.

No final, o percurso escolhido tinha cerca de 32 km, com uma altimetria já bastante interessante. De resto, não sabia mais nada. Como era o trilho, as suas características de piso ou até mesmo, as subidas, se eram longas ou não, tudo eram incógnitas para mim.

A chegada à antiga capital algarvia foi bastante fácil, basta sair da Via do Infante (A22), sentido a Silves (tudo muito bem sinalizado). Devo ainda, salientar a fabulosa vista que se tem quando estamos a chegar, com um casario muito homogénio, majestosamente adornado com um lindo castelo e respectiva Sé.

O estacionamento foi também muito simples. A minha opção foi a de aproveitar uma zona nova, ao lado do Tribunal e do Instituto Piaget. Portanto, foi parar, tirar a bicicleta, ligar o GPS e partir à aventura.
O início (ainda dentro da cidade) foi igualmente fácil. Mas, quando chegou a hora de entrar na "terra" a coisa complicou-se ligeiramente. Afinal, a razão teve mais a ver com a quantidade de opções, quase paralelas dos caminhos possíveis. Mesmo assim, foi sempre fácil advinhar qual era o correcto.

A primeira parte surpreendeu-me à grande, tendo até assustado, pela quantidade de lama, um autêntico pântano. Inclusive, estava nesse mesmo sítio um Land Rover Defender completamente atascado até aos eixos. Impressionante.

A partir daí o caminho tornou-se mais seco, à base de xisto, com uma vegetação típica da serra, ou seja campos de estevas até perder de vista. Quando o percurso descia um pouco, sempre com muita pedra solta, todo o cuidado era pouco. Não pelas dificuldades técnicas, mas pelas pedras parecerem lâminas aguçadas. No final de cada descida surgia sempre uma surpresa um tanto ou quanto húmida. Acreditem, que apesar de não ter chovido por estes dias, sempre tive que atravessar uma boa "mão cheia" de ribeiras, que tinham uma água fria como o gelo. Nalgumas zonas o caminho simplesmente transformava-se em ribeiro, felizmente o caudal já era mais baixo e o leito muito regular (todo em calhau), proporcionando a passagem em cima da bicicleta.
Cada vez que o percurso saía das zonas mais húmidas, empinava logo, ou seja era sempre a subir. Estas subidas eram relativamente longas, com um piso à base de xisto, mas mais compactado. Apesar desta serra não se destacar com altitudes muito grandes, sempre proporcionava nos pontos altos de panorâmicas fabulosas.

Um aspecto importante, a destacar neste percurso, é que não existem locais possíveis (cafés ou restaurantes) para poder comprar uma bebida ou comer algo. Portanto, será sempre importante levar sempre algo conosco. Sempre será possível pedir água, nas muitas casas com que nos cruzamos. Mas, devo sublinhar de que não experimentei a hospitabilidade dos locais (quase sempre estrangeiros).

Um sítio que merece uma visita mais atenta, será o Parque Cinegético de Silves. Pela variedade de animais, mas também pelos espaços restaurados de uma quinta. Aqui encontrarão os cantos do moleiro, do pastor, etc.

A chegada ao Parque faz-se por estrada, continuando por ela mais uns quilómetros. Trata-se de uma estrada plana, boa para recuperar fôlego para a dose seguinte.
A saída do alcatrão começa logo com uma longa subida, num largo estradão de terra batida. Apesar de não ser uma subida de partir, mas é algo monótona e sem uma paisagem motivante. Agora, chegados ao topo, o percurso muda completamente de figurino. Parece um autêntico carrocel, com constantes descidas e subidas. A melhor estatégia será mesmo "dar gás" nas descidas, para que a bicicleta embale o suficiente para subir. As descidas são muito curtas e inclinadas, umas com piso mais regular, outras mais de pedra solta. As subidas são tudo idênticas, mas em sentido contrário.
Esta secção é tão entusiasmante, que quando damos por ela já estamos a chegar à estrada de acesso a Silves.
Como conclusão posso afirmar que de facto o GPS é mesmo o melhor amigo do aventureiro. Com a ajuda deste aparelho maravilha consegui fazer um percurso com cerca de 30 km, sem conhecer a zona, sem mapas de apoio e sózinho.
Uma experiência muito positiva.
 
Domingo, Fevereiro 10, 2008
  Uma bicicleta e um GPS, o casamento pefeito
Este pequeno aparelho que mais parece um telemóvel, é uma ferramenta impressionante para o amante do BTT mais aventureiro. Não pensem os mais cépticos que acabaram os mapas e "road-book". Com esta pequena maravilha será sempre possível explorar mapas digitais, inclusive analisar os perursos no Google Earth.
Apesar de estar aqui a salientar as qualidades deste aparelho, não posso (ainda) e nem sinto ter o conhecimento suficiente, para entrar em grandes ensaios teóricos das inúmeras possibilidades de utilização. De qualquer modo, gostaria muito de partilhar os dois campos em que tenho dado uso.
Numa primeira fase, centrei a utilização do GPS no Geocaching. O Geocaching é um jogo do tipo "À procura do Tesouro", onde se utilizam coordenadas de gps. É um jogo bastante engraçado para se fazer em família, especialmente com miúdos, pois eles adoram. Apesar de ser uma actividade lúdica bastante recente, já existem milhares de adeptos.
Esta actividade também é possível de realizar com a bicicleta, mas exige uma boa planificação das direcções.
O outro campo, em tenho perdido algum tempo, tem sido na busca de sites que tenham percursos, ou seja "track's", para os poder passar para o GPS e depois partir à aventura. Esta é uma experiência muito engraçada, pois implica confiar plenamente no aparelho (se o utilizarmos numa zona que não conhecemos). Acreditem, que a navegação com o GPS pode mesmo tornar-se fascinante, depois de uma primeira experiência no campo.
Para quem gostaria de explorar um pouco estas áreas deixo aqui alguns links:
http://www.geocaching.com/ - Site oficial do Geocaching, onde se explica com detalhe toda a actividade;
http://www.gpsies.com - Site muito interessante, um autêntico armazém de trilhos, percursos por este mundo fora. Só em Portugal tem mais de 600 track's;
http://www.wikiloc.com/wikiloc/home.do - Este site é semelhante ao "gpsies", mas tem pouca coisa nacional. Vale a pena explorá-lo nos outros cantos do mundo.
 
Sábado, Janeiro 19, 2008
  Um desafio muito interessante
Um rapaz meu amigo (Paulo Mourão) apresentou-me este pojecto / desafio com um nome muito épico: Triumviratum BTT / Rota das Cidades Históricas.
A ideia deste amigo resume-se da seguinte maneira:
3 cidades muitos trilhosTorres Novas – Tomar – Leiriapelos melhores caminhos da região
A ideia de criar uma rota na zona centro, teve origem no gosto pelos percursos de BTT de longa duração e em grandes espaços, desenvolvidos por um grupo de
AZFriends residentes na região centro, mais propriamente nas cidades de Torres Novas, Tomar e Leiria.
A Rota das Cidades Históricas acabou por ser o desenvolvimento natural da vontade de ligar estas cidades em BTT. Paulo Mourão na zona de Torres Novas, Paulo Alípio em Leiria e arredores, Miguel Tolda na região de Tomar, delinearam e fizeram o levantamento dos percursos. Na escolha do seu traçado foi procurado que este decorresse preferencialmente em caminhos de terra, de forma a percorrer os trilhos mais interessantes, visitar os locais mais emblemáticos, mas procurando evitar ao máximo os estradões e estradas alcatroadas.Esperamos ter conseguido o objectivo.
Realizar a RotaComo qualquer rota, esta poderá ser realizada nas condições que os seus participantes desejarem :em solitário ou em grupo, todo o percurso de uma vez ou em várias etapas, realizar a totalidade ou apenas um troço.
Não se prevê a futura marcação do percurso com tinta ou fita, sendo que pelas suas características o seu traçado sobre o mapa não apresenta sentido ou viabilidade.
Assim a Rota apenas é passível de ser realizada com o auxílio do sistema de navegação
GPS, pelo que que se torna imprescindível possuir um destes equipamentos para efectuar o percurso. Caso pretenda mais informações sobre a rota, obter os tracks ou obter um equipamento GPS para a sua realização envie um email para geral@gpsnav.pt.
O desafio TRIUMVIRATUM BTT
Associada a esta rota surgiu a ideia de criar uma vertente "mais desafiante ou competitiva" da mesma. Paulo Mourão desenvolveu o conceito e concebeu o regulamento com o apoio dos restantes elementos do trio. Assim, no âmbito da Rota das Cidades Históricas, está igualmente criado o
Desafio Triumviratum BTT
Das suas características e normas para a realização é dada conta noutro local do blog.Mas fica já feito o convite ...
Aceita o Desafio / Forma a tua Equipa / Realiza o Percurso!
Para mais informções consulta:
http://triumviratumbtt.blogspot.com/
 
Terça-feira, Novembro 27, 2007
  Camiño Primitivo - 1º dia


Depois de encontrarmos o ponto inicial do percurso e atravessarmos Oviedo, tipo aqueles estrangeiros que o pessoal vê passar por cá na altura do verão, e que comentamos “este pessoal é passado”, seguindo as vieiras no chão que são os marcos de todo o caminho, entrámos em percurso BTT, muito interessante, com altos e baixos que permitiram ver a cidade a ficar para trás.

O nosso primeiro destino foi Grado a sensivelmente 23km. Este percurso foi muito interessante, para além da paisagem, presenteou-nos com alguns km de single track muito interessantes que permitiram experimentar a agilidade das Bikes com o acréscimo de peso que transportávamos. Pois, o pessoal teve que transportar as cenas para “sobreviver” ao longo dos 7 dias de pedalada. Mudas de roupa, saco cama, cenas relativas à higiene pessoal, etc. Penso que levava mais ou menos 8kg nas traseiras da bike, para não falar do que ia às costas. Pessoalmente deixava o saco das costas para a comida, água e impermeável. Mas havia pessoal que levou mais kg e às costas.

Após o almoço, no LIDL de Grado, iniciamos um percurso que deixou o pessoal de rastos. Um subida de cortar a respiração regada por mais ou menos 36 grauzinhos de temperatura e uma humidade fora do vulgar.








A primeira paragem para dormir foi em Salas, num albergue 5 estrelas, difíceis de encontrar. Após um merecido banho partimos em busca da paparoca na companhia de uma senhora Italiana de mais ou menos 50 anos que andava a fazer o Camiño, a pé e sozinha.
 
Quarta-feira, Outubro 24, 2007
  Caminhos de Santiago - Camino Primitivo
Nota: Este texto foi criado pelo Jorge e publicado no blog dele.

“OPERAÇÃO CAMINO PRIMITIVO EM CURSO ÀS 4:35. MISSÃO RESGATE XOCO FRITO CONCLUÍDA! CORSA A CAMINHO DAS TORRES!”

Foi com este “sms” que no dia 10 de Agosto parti para a grande Cruzada. É uma mensagem digna de um grande filme de espiões, com um enredo especial e personagens a condizer. Foram, também, estas as características desta aventura – Viagem fantástica e um grupo de aventureiros fabuloso.461Km marcava o meu sigma no final do percurso, foram 7 dias a fio a conviver com a Bike, em percursos do mais lindo e duro que se possa imaginar, pelo menos para mim. É impossível descrever, na totalidade, a beleza das paisagens que contemplámos, assim como é difícil explicar a dureza do percurso. Mas, vou tentar em poucas palavras deixar o bichinho, ou talvez não, para aqueles que alguma vez vierem a pensar entrar numa aventura destas.Decifrando a mensagem, o amigo “Ti Paulo”, responsável pela minha presença nesta aventura, saiu de madrugada do Algarve, apanhou a minha Bike em Setúbal e veio tomar o pequeno-almoço em Torres Novas onde eu estava à sua espera.Os dois partimos no seu Corsa até Mangualde onde nos aguardavam umas belas “entremeadas” na casa dos pais do Joaquim, um dos companheiros do percurso.Enquanto estas se preparavam para nos presentearem com o seu sabor, o pessoal aproveitou para rever a logística e preparar as Bikes. Estava a chegar o transporte que nos levaria ao início da nossa Aventura – Oviedo.De barriguinha bem cheia, que a viagem ia ser longa, lá enchemos a carrinha de um familiar do João, outro aventureiro, para iniciarmos a viagem.O Miguel e a esposa foram os nossos anfitriões, pois disponibilizaram-se para nos ir levar a Oviedo (563Km) e nos ir buscar ao cabo de Fisterra (fim de percurso). Se pensarmos bem, nem o João Garcia, habitué nestas andanças de aventuras e do “Diabo-a-Sete”, tem uma logística tão bem estruturada.

Estava na hora de seguir, e o pessoal já estava muito atrasado.Para iniciarmos o percurso no dia seguinte tínhamos que estar em Oviedo até às 7 da tarde, 8 espanholas, para recebermos a credencial que nos permite fazer de forma “oficial” todo o percurso.Esta credencial com os carimbos dos locais de passagem vai permitir receber um diploma, com o nosso nome em Latim, a comprovar o nosso feito.Chegados a Oviedo (por volta das 10 da noite), depois de algumas peripécias com o nosso meio de transporte, estava na hora de procurar a tão desejada caminha para o merecido descanso. E…foi difícil, mas lá conseguimos.

 
Quinta-feira, Outubro 04, 2007
  As primeiras fotos...
Os Caminhos de Santiago têm diversas variantes, conforme o local de partida. Estes caminhos têm todos um encanto muito especial. São as paisagens, os cheiros, os trilhos, as montanhas, as aldeias, os monumentos, o povo, e muitas mais. Mas, uma das coisas que encontramos, com uma variedade impressionante, são os símbolos e/ou sinais, que nos vão guiando até Santiago. Portanto, aqui ficam alguns exemplos.
 
Uma bike, um mapa, um destino, ...

A minha fotografia
Nome: Ti Paulo
Localização: Algarve, Portugal
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